Implantação de microchips


Um microchip com o tamanho de um grão de arroz é a nova moda na suécia. O país nórdico tem vindo a tornar-se um dos grandes laboratórios para a inserção de implantes no corpo humano para fins de identificação. Nos últimos três anos, 3 mil pessoas apostaram na tecnologia invasiva para facilitar seu dia a dia.

Os dispositivos usam uma tecnologia também implantada em telemóveis e em cartões de crédito  e trabalham de forma passiva, ou seja, apenas armazenam e fornecem informações a outros aparelhos, mas não efetuam eles próprios a leitura dos dados. A aplicação do microchip é feita normalmente na mão e assemelha-se a colocar um piercing.

Uma das experiências feitas foi num ginásio. Os clientes do ginásio começaram a trocar o cartão de identificação pelo microchip para entrar no local. Noutra, desta vez  numa empresa de maior porte, a empresa nacional de transporte ferroviário, passou a usar chips para identificar os usuários e cobrar automaticamente o dinheiro da viagem através de uma carteira digital. Também outras empresas já usaram o dispositivo para o acesso dos seus funcionários no dia a dia. Com o chip instalado na mão, basta a pessoa a utilizá-lo acenar próximo do sensor para registar a entrada ou saída dos funcionários.

Um problema desta tecnologia é que dá liberdade a qualquer pessoa de ver por exemplo qual é o salário de alguém. A maior parte dos usuários diz não se preocupar com o hackeamento de informações já que não consideram valiosas as expostas até ao momento. Apesar disso, pensa-se que com o avanço desta tecnologia cada vez mais dados vão ser compartilhados pelos implantes. Outro problema apontado poderá ser o de reações adversas por parte do corpo humano à implantação dos microchips.

Por fim, acabamos esta reflexão com a seguinte pergunta: Será que estamos a facilitar as nossas vidas ou a deixar que a tecnologia as controle?

 

Comentários

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  2. Olá! Aqui está o comentário à vossa publicação, uma vez que me fez refletir.
    Até ler o que publicaram, sempre pensei em chips como algo que se usa exclusivamente nos animais para
    o caso de se perderem estar identificada a morada e o nome dos donos. É claro que se pensarmos só na utilização deste microchip para, por exemplo, entrar num ginásio ou registar a entrada e saída de funcionários é algo mais prático e eficaz. O problema é que estes também já são utilizados como uma espécie de cartão de crédito na pele, como referiram na publicação. Apesar de muitas pessoas dizerem não se importar com isso, penso que com a evolução da tecnologia isto pode chegar a outro nível que poderá ter implicações éticas. À medida que estes microchips forem adotados em mais serviços digitais, estes vão começar a revelar cada vez mais dados. Como é que seria se pudéssemos usar esta tecnologia para destrancar a nossa casa ou ter todos os nossos dados pessoais e de saúde? Neste caso, se acontecer, é uma maneira muito mais fácil de aceder a dados extremamente importantes mas os riscos serão consequentemente mais elevados. Sinceramente não sei se algum dia seria capaz de utilizar algo deste género pelo medo de carregar "a vida na minha própria pele". Não acho que estejamos a deixar que a tecnologia nos controle mas se não tivermos cuidado para lá caminhamos!

    Gostei muito da vossa reflexão, da forma como relacionaram os temas CTSA e me fizeram pensar!

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  3. Olá, aqui está o meu comentário ao vosso post… Não fazia a mínima ideia de que já era possível implementar chips nas pessoas e que isso podia tornar o seu quotidiano mais simples, como por exemplo, facilitar as entradas no ginásio ou pagar a viagem nos transportes públicos. Neste caso (da utilização dos chips pelas pessoas) podemos ver um bom exemplo de como é que a tecnologia se relaciona como a sociedade, “ajudando-a” de certa forma.
    No entanto, eu não utilizaria esse microchip nem que me pagassem. Primeiramente, poderia colocar em risco a minha saúde pois a implantação desse microchip podia correr mal na medida em que estamos a inserir um “objeto estranho” no nosso corpo. Em segundo lugar, está o caso da nossa privacidade, pois esses microchips poderão “relevar” informação sensível, como dados bancários, e outras informações. Também é referido na vossa publicação que “com o avanço desta tecnologia cada vez mais dados vão ser compartilhados pelos implantes”, eu acho que isso seria um pouco assustador pois acho que estaríamos a colocar a nossa informação e privacidade em risco.
    Resumindo, acho que a tecnologia deve ser utilizada para proporcionar um melhor bem-estar às populações. Porém, acho que esta "invenção" é um pouco inútil. Afinal qual é o incómodo/dificuldade de andar com a nossa carteira atrás de nós? Acho que corremos o risco de que a tecnologia controle as nossas vidas em vez de ser nossa aliada!
    Espero que o meu comentário tenha sido útil e enriquecedor.

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  4. Olá! Depois de terem falado desta reflexão numa das apresentações de um dos vossos e-Portefólios, várias questões se levantaram imediatamente na minha cabeça, por isso, decidi vir ler a vossa reflexão e a partilhar a minha opinião convosco. A verdade é que acredito que mesmo que a utilização dos microships seja apenas para, por exemplo, conseguir entrar mais facilmente em ginásios ou transportes públicos, será que conseguimos realmente controlar a informação a que eles têm acesso? E se não, até que ponto? Avanços tecnológicos como este são realmente extraordinários e a prova de que estamos sempre a evoluir, mas serão eles seguros? Quanto aos microships, sendo algo tão fácil de aceder por qualquer um de nós, tenho as minhas dúvidas de que o sejam. De há alguns meses para cá, tenho tido cada vez mais cuidado com a forma como uso os meios tecnológicos que tenho em casa, por isso, por mim, não usaria esta nova tecnologia.
    Por outro lado, também temos o fator da biologia humana. Biologicamente poderíamos ter alguns problemas derivados da implantação dos microships no nosso corpo, o que também não seria bom.
    Acho que esta é uma reflexão muito interessante e que complementa de uma boa forma o vosso blog. É uma reflexão que relaciona a ciência, a tecnologia e a sociedade. É claro como relaciona a ciência e tecnologia, pois o desenvolvimento de microchips só é possível aliando estes dois temas. Por outro lado, a sociedade entra na discussão a partir do momento em que os microships são colocados nos próprios humanos e que começam a ser usados nas mais diversas atividades e situações da vida quotidiana. Por último, esta reflexão trata um tema atual e que devia começar a ser discutido nas nossas sociedades! Gostei muito da vossa reflexão e acho bastante relevante o tema que escolheram! Continuem com mais reflexões assim!

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