Ondas de calor no sul da Ásia
Boa tarde, hoje vamos falar de um acontecimento particularmente chocante que teve lugar dia 1 de maio.
Neste dia, satélites europeus registaram uma subida brutal dos termómetros na Índia e no Paquistão, com máximas de 47,1° graus Celsius e 49,5° graus Celsius, respectivamente e a temperatura da superfície terrestre na área atingiu picos de 62 graus Celsius.
A região, uma das mais densamente povoadas do planeta, está a sofrer com uma forte onda de calor há vários dias consecutivos. Este evento climático extremo está a favorecer a deflagração de incêndios e a provocar picos no consumo de eletricidade. Os riscos para a saúde humana levaram hospitais a reservar alas para casos de insolação ou doenças associadas ao calor.
A Índia enfrenta a pior falha de eletricidade em seis décadas. Cortes de energia com duração superior a oito horas foram impostos uma vez que o fornecimento doméstico de carvão caiu para níveis críticos e, como consequência, o preço do produto importado disparou. Sem a principal fonte para a produção de electricidade para uma população de 1,4 mil milhões de pessoas, as autoridades desdobram-se para encontrar soluções. Os caminhos-de-ferro indianos, por exemplo, cancelaram mais de 600 viagens de comboios de passageiros e encomendas para dar prioridade ao carvão.
Assim, este tema está diretamente ligado ao ambiente não só pelo facto de o fenómeno ser obviamente fruto das alterações climáticas mas também por este ter tido impacto terrível no cultivo de frutas, legumes e cereais. Na Índia, as colheitas de trigo apresentaram uma quebra de até 50% em algumas das áreas mais assoladas pelas temperaturas extremas, agravando os receios de uma situação de insegurança alimentar global. Isto porque, com a invasão da Ucrânia pela Rússia (considerados dois dos maiores produtores de cereais), o preço e a disponibilidade destes alimentos ficaram afetados.
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